sábado, 4 de janeiro de 2014

Jogos Matemáticos - O dinheiro do mundo - PARTE II

             Quando formos pensar em um jogo matemático para aplicar a crianças e adolescentes, antes de mais nada devemos sempre levar em conta:
«A faixa etária dos alunos ‐ Complexidade;
«O conteúdo a ser abordado;
«O que temos como objetivo;
«As regras do jogo (estabelecê‐las junto aos alunos);

«A reflexão após o jogo (Fechamento).

Lembre-se:
(...) Reconhecer a potencialidade e a adequação de uma dada situação para a aprendizagem, tecer comentários, formular perguntas, suscitar desafios, incentivar a verbalização pela criança, etc., são atitudes indispensáveis DO ADULTO. (RCN, p. 213)

“Jogos Matemáticos - O dinheiro do mundo” PARTE I

Numa série de publicações, estaremos tratando de educação financeira na educação infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

Fui convidado pela Direção e pela Coordenação Pedagógica do Colégio Panorama para trabalhar com professores da Educação Infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental.

Após pensar bastante, resolvi escolher o tema "O dinheiro do mundo" e utilizar jogos matemáticos para alcançar tais objetivos.


Educação Financeira
Uma das finalidades de estudar matemática é aprender como se resolvem problemas, indo além da simples busca de uma resposta. Deve ser, portanto, uma atividade motivadora, criativa e desafiadora
A Educação Financeira tem muito mais atrativos do que a Matemática, pois é uma ciência humana e não exata. Na verdade, trata-se de hábitos e costumes que fazem a pessoa ter respeito pelo dinheiro, sabendo de onde ele vem e para onde ele deve ir.

O papel do Professor no Ensino de Educação Financeira
Os professores devem os ser grandes atores responsáveis pela mudança educacional, em especial, na Educação Financeira. Com a Educação Financeira, o professor fará com que as crianças se desenvolvam de forma que elas sejam protagonistas da mudança e da história, que vão quebrar essa geração de endividados e inadimplentes para se tornarem pessoas e famílias educadas e sustentáveis financeiramente.

A Educação Financeira da Infância e na Adolescência
A partir dos 2 anos já é possível introduzir, por meio de atividades lúdicas, noções de Educação Financeira. As crianças e adolescentes aprendem a ter noção do dinheiro que entra e do dinheiro que sai; e que esse não é um fim, mas um meio, um meio para conquistar sonhos. Sonhos de curto, médio e longo prazo.
Por que Jogos Matemáticos?
Os jogos matemáticos nos levam a:

«Relacionar ideias;«Respeitar as regras;«Interagir com os colegas;«Desenvolver a criatividade.
Na infância e na adolescência, os jogos matemáticos ganham proporções ainda maiores por que trazem muitas vantagens:
             «Aprender fazendo e brincando (estimular a brincadeira e colaboração);«Desenvolver a coordenação motora e o equilíbrio;«Realizar descobertas;«Sociabilidade. 

sábado, 28 de dezembro de 2013

O problema dos 35 camelos

Este problema é baseado em uma passagem do livro “O Homem que Calculava”, de Malba Tahan.

Nesta passagem, Beremiz – o homem que calculava – e seu colega de jornada encontraram três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos.
Por entre pragas e impropérios gritavam, furiosos:
- Não pode ser!
- Isto é um roubo!
- Não aceito!
O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
- Somos irmão – esclareceu o mais velho – e recebemos como heranças esses 35 camelos. Segundo vontade de nosso pai devo receber a metade, o meu irmão Hamed uma terça parte e o mais moço, Harin, deve receber apenas a nona parte do lote de camelos. Contudo, não sabemos como realizar a partilha, visto que a mesma não é exata.
- É muito simples – falou o Homem que Calculava. Encarrego-me de realizar, com justiça, a divisão se me permitirem que junte aos 35 camelos da herança este belo animal, pertencente a meu amigo de jornada, que nos trouxe até aqui.
E, assim foi feito.
- Agora – disse Beremiz – de posse dos 36 camelos, farei a divisão justa e exata.
Voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
- Deverias receber a metade de 35, ou seja, 17, 5. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
- E tu, deverias receber um terço de 35, isto é, 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, ou seja, 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
Por fim, disse ao mais novo:
- Tu, segundo a vontade de teu pai, deverias receber a nona parte de 35, isto é, 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, ou seja, 4. Teu lucro foi igualmente notável.
E, concluiu com segurança e serenidade:
- Pela vantajosa divisão realizada, couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo, e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobraram, portanto, dois. Um pertence a meu amigo de jornada. O outro, cabe por direito a mim, por ter resolvido, a contento de todos, o complicado problema da herança!
- Sois inteligente, ó Estrangeiro! – exclamou o mais velho dos irmãos. Aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade!

Linda aplicação do uso de frações.