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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
sábado, 19 de dezembro de 2015
Poema "A matemática e o amor"
A matemática e o amor
Não vou dizer que amo
Também não vou dizer que não A equação resolve tudo Menos coisas do coração
Sentimento não se mede
Tamanho, nem área dá pra calcular Mesmo sendo maior que o mundo Um pequeno coração pode guardar
O amor é infinito
Mesmo quando a chance tende a zero Para o sonho não há limite Quando o coração é sincero
Na areia escrevi teu nome
E vi a onda sinuosa o apagar Agora temos um segredo Eu, você... areia e mar
Não espero que digas sim
Não, também não precisa dizer Quero apenas lembrar teus olhos e Palavras bonitas lhe escrever
Brincar com números é bom
Há sempre um limite a vencer Para as palavras há limites Que vou saber obedecer
Sei que não mais estaremos juntos
Apenas andaremos lado a lado Que te lembres sempre com carinho Deste teu fã apaixonado José L. Bonfim Disponível em: http://www.somatematica.com.br/poemas/p26.html |
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Poema "Equacionando o amor"
Considerando a seguinte afirmação:
O amor é o produto de um homem com uma mulher.
Chamando eu (o homem) de a e você (a mulher) de b, temos:
amor = a*b
Agora, se somarmos a segunda potência do homem com a segunda potência da mulher e o amor de cada um formaremos o trinômio quadrado perfeito:
a*a + 2*a*b + b*b
Porém, se extrairmos a raiz quadrada dessa equação irá sobrar apenas eu e você, ou seja, irá sobra a+b, pois (a+b)*(a+b) = a*a + 2*a*b + b*b.
Agora eu pergunto: Cadê o amor? Será que ele não existe?
A resposta é essa: O amor existe, mas não podemos vê-lo porque está em nossos corações.
Amo-te muito, mesmo que você não perceba, não quer dizer que este amor não exista.
Renato Bezerra Kato
Disponível em: http://www.somatematica.com.br/poemas/p16.html
domingo, 17 de fevereiro de 2013
O Homem e o tempo
O
HOMEM E O TEMPO
E na batalha do homem com o tempo...
Convergência
Sumidouro
Ruído de rugas no ácido
Reinado de pássaros carnívoros
O céu está pintado de azul
E sob as nuvens o segredo dos cristais
O beijo do arco-íris realmente desnuda os rios
Então somente as flores embalsamam
Os cadáveres mutilados pelo tempo
Não se conhece a glória de um derrotado
E nem tampouco a leveza da quimera
Sabe-se que o tempo
Vence sempre o homem
Que permanece à sombra
E nada dessedenta
Apenas espera
Afundar na garganta do precipício.
E na batalha do homem com o tempo...
Convergência
Sumidouro
Ruído de rugas no ácido
Reinado de pássaros carnívoros
O céu está pintado de azul
E sob as nuvens o segredo dos cristais
O beijo do arco-íris realmente desnuda os rios
Então somente as flores embalsamam
Os cadáveres mutilados pelo tempo
Não se conhece a glória de um derrotado
E nem tampouco a leveza da quimera
Sabe-se que o tempo
Vence sempre o homem
Que permanece à sombra
E nada dessedenta
Apenas espera
Afundar na garganta do precipício.
sábado, 13 de agosto de 2011
PARA QUÊ ESTUDAR GEOMETRIA
Texto de Antônio José Crespo Moreira
Vê lá que atrapalhação
Disparate e confusão
Este mundo não seria
Se um dia de repente,
Por loucura toda gente
Esquecesse a GEOMETRIA
O carpinteiro João
Não podia pôr no chão
Uma mesa que servisse.
E a janela coitada,
Jamais era consertada
Se um vidro se partisse
Queria a gente uma jaqueta
Não importa azul ou preta
Mas nem curta nem comprida.
Sem GEOMETRIA, apostas?
Vinha com mangas nas costas
Nunca ficava à medida!
O operário na construção
Do telhado ao rés-do-chão
Que fazer já não sabia.
A porta já não fechava;
A parede desabava;
A escada não existia.
Andaria tudo torto
E até mesmo no desporto
Haveria muito azar.
No futebol, que cachola,
Não se conhecia a bola
Que se havia de chutar!
E para haver harmonia
É preciso GEOMETRIA,
Usá-la a todo o momento.
Para a podermos estudar
Iremos utilizar
Olhos, mãos e pensamento.
A GEOMETRIA é uma ciência
Quer amor e paciência
Passa de avôs para netos.
Suas principais funções:
Estudar formas e dimensões
De todos os objetos.
Mas no mundo há formas tantas
Nos cristais e nas plantas
Nas pessoas, nos tostões!
E nenhuma é perfeita
Pois se a gente à lupa espreita
Vê que há sempre imperfeições!
Formas simples e perfeitas
Que em GEOMETRIA aproveitas
Só na ideia são vividas.
Não são coisas reais
Mas figuras ideais
Com que as coisas são parecidas
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A poesia que nos leva à matemática...
Poesia Matemática
Millôr Fernandes
Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.
Texto extraído do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954, publicado com o pseudônimo de Vão Gogo.
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